17 de novembro de 2017

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Mercado Acionário

13 de janeiro de 2017 - 8:00

O mercado acionário brasileiro registrou uma forte recuperação no ano de 2016, atingindo 60.227 pontos e uma valorização de 38,9%.

Para o ano de 2017, as expectativas, de uma forma geral, são positivas, pois espera-se que a economia do país sai da recessão, ainda que sem qualquer crescimento expressivo do PIB. Porém, a agenda política deve ter um peso importante sobre a agenda econômica.

As delações que ainda estão por vir na operação Lava Jato e o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE ainda este ano podem gerar forte impacto na conjuntura política nacional e, consequentemente, na conjuntura econômica do Brasil. Paralelamente, as possíveis reformas da previdência e trabalhista, assim como outras medidas de crescimento econômico e de melhoria do ambiente de negócios, devem favorecer o desempenho da Bolsa em 2017.

Ainda no aspecto interno, a  inflação parece estar mais controlada, gerando um cenário para a redução dos juros. A taxa Selic foi reduzida em janeiro para 12,25% a.a., favorecendo o mercado acionário, apesar dos juros reais (comparação com o IPCA de 4,76% em 12 meses) se encontrar em patamar elevado, de 7,1%a.a..

No âmbito externo, também o aspecto político pode interferir de maneira mais acentuada no desempenho das ações, principalmente com a eleição de Donald Tramp que, por outro lado, parece querer aumentar o crescimento da economia americana, impactando, inclusive, nas condições de aumento dos juros americanos ao longo do ano. Dessa forma, poderemos ver impactos negativos e positivos no mercado acionário com o novo presidente dos EUA.

Já a China, continua sendo outro fator de equilíbrio da economia mundial. Qualquer abalo em sua economia interna certamente resultará em consequências negativas para o mercado acionário. Porém, sinais de fortalecimento da economia chinesa trarão confiança à economia global e aos mercados financeiros.

Por fim, podemos concluir que teremos para 2017 um cenário incerto para as Bolsas, em particular, para a Bolsa brasileira, o que faz com que os investidores tenham muita cautela em suas aplicações, aproveitando as oportunidades de resultados positivos de algumas empresas e setores específicos.

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