17 de novembro de 2017

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O fim do programa “Quantitative Easing”

29 de outubro de 2014 - 6:07

Estátua da Liberdade BR Dreamstime

A crise financeira internacional, instaurada no ano de 2008, e marcada inicialmente pela falência do tradicional banco de investimentos Lehman Brothers e, paralelamente, pelo colapso de grandes instituições americanas que forneciam empréstimos no mercado imobiliário, gerou um desencadeamento de problemas na economia global, exigindo que os governos de diversos países despendessem enormes quantias visando salvar importantes instituições bancárias e de outros segmentos. Em particular, a Europa e os Estados Unidos precisaram de uma forte ajuda governamental para tentar a retomada da atividade econômica e a redução do nível de desemprego.

Nos EUA, ainda em 2008, o Federal Reserve (FED), banco central do país, visando estimular a economia, adotou uma política monetária chamada de “Quantitative Easing”. Dessa forma adotou o “QE1” e, depois, o “QE2”, com expansão do programa de crédito e compra de dívidas e títulos de US$ 600 bilhões para US$ 1,25 trilhão. Em setembro de 2012, foi lançado o “QE3”, programa que atingiu uma compra mensal de US$ 85 bilhões entre a aquisição de títulos hipotecários e do Tesouro americano. Adicionalmente, foi estabelecida uma política de juros em patamar historicamente baixo, com remuneração de curto prazo perto de zero.

Desde o ano de 2013 o FED tem reduzido o valor de compras do “Quantative Easing” e, em abril de 2014, o montante alcançou US$ 55 bilhões. Já em setembro, atingiu US$ 15 bilhões mensais.

Finalmente, em 29 de outubro de 2014, o FED anunciou o fim do programa de aquisição de ativos.

O término do programa do “Quantative Easing” tem implicações nas economias americana, mundial e brasileira, uma vez a quantidade de dinheiro em circulação nos EUA e no mundo deixará de aumentar considerando especialmente esta fonte de recursos.

Em última instância, o encerramento do “QE” reflete uma tendência de fortalecimento da economia dos EUA e de provável subida dos juros do país, que se encontram em nível recorde de baixa, porém sem previsão para ocorrer nos próximos seis meses.

Nesse sentido, pode haver algum impacto no fluxo de recursos estrangeiros ao Brasil e à sua Bolsa de Valores e, paralelamente, no comportamento do câmbio no país.

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