25 de setembro de 2018

Índice oficial de inflação, IPCA, fica em 0,42% no mês de outubro, e em 6,59% em 12 meses

9 de novembro de 2014 - 11:39

PERÍODO TAXA
Outubro de 2014 0,42%
Setembro de 2104 0,57%
Outubro de 2013 0,57%
No ano de 2014 5,05%
Acumulado em 12 meses 6,59%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro variou 0,42%, abaixo da taxa de 0,57% de setembro. Com isso, o acumulado no ano fechou em 5,05%, acima dos 4,38% de igual período de 2013. Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 6,59%, abaixo dos 6,75% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2013, a taxa havia sido 0,57%.

Embora em alta, os grupos Alimentação e Bebidas e Transportes, donos de 43,23% das despesas das famílias, apresentaram menor ritmo de crescimento na taxa de variação de preços de setembro para outubro e, assim, foram os principais responsáveis pela desaceleração do IPCA do mês.

O tomate (de -9,42% em setembro para 12,37% em outubro), por ter voltado a subir, se destaca no grupo Alimentação e Bebidas (de 0,78% para 0,46%). Mas outros produtos perderam força de um mês para o outro, especialmente as carnes, que passaram de 3,17% para 1,46%. Mesmo assim, o item carnes, com 0,04 ponto percentual, permaneceu com o status de principal impacto adquirido no mês passado.

No grupo dos Transportes (de 0,63% em setembro para 0,39% em outubro), foi o item passagem aérea que mostrou forte recuo, indo para 1,94% após a alta de 17,85% de setembro. Além deste, outros itens recuaram, a exemplo do conserto de automóvel (de 1,35% para 0,92%) e do automóvel novo (de 0,76% para 0,61%). Por outro lado, tanto a gasolina quanto o etanol foram para 0,18%, enquanto haviam registrado queda de, respectivamente, 0,07% e 0,01% em setembro.

Junto com Alimentos e Transportes outros cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados reduziram suas taxas. No caso de Habitação (de 0,77% em setembro para 0,68% em outubro), ainda que tenha desacelerado, ficou com o maior resultado de grupo. Os destaques foram a energia elétrica (de 1,37% para 1,20%), aluguel (de 0,57% para 0,61%) e mão de obra para pequenos reparos (de 1,04% para 0,82%). A propósito da mão de obra, o resultado de 0,82% sobressai tendo em vista que as informações de rendimentos da Pesquisa Mensal de Emprego–PME das regiões metropolitanas de Porto Alegre e Salvador não estiveram disponíveis para cálculo dos índices de julho, agosto e setembro, o que levou à adaptação da metodologia. Já no IPCA de outubro, de posse dos rendimentos efetivamente coletados pela PME nestas duas regiões, excepcionalmente, os cálculos dos meses anteriores foram refeitos através da metodologia normalmente adotada e, para obter o resultado mensal, a partida foi o acumulado do item no período de julho a outubro (rendimentos referentes aos meses de maio a agosto), o que resultou em 2,38% em Porto Alegre e 2,25% em Salvador. A seguir, do acumulado de julho a outubro foi retirada a variação que havia sido registrada nos índices de julho a setembro, sendo 2,23% em Porto Alegre e 1,57% em Salvador. Assim foram obtidos os resultados do mês de outubro, que ficou em 0,14% em Porto Alegre e 0,66% em Salvador.

O mesmo procedimento foi aplicado ao item empregado doméstico do grupo Despesas Pessoais. O acumulado dos últimos quatro meses foi de -1,91% em Salvador e 3,79% em Porto Alegre. Retirada a variação acumulada em julho, agosto e setembro, que ficou em 2,52% em Porto Alegre e 2,34% em Salvador, o resultado de outubro situou-se em 1,25% e -4,15%, respectivamente.

Também no grupo Habitação, cabe destacar que a taxa de água e esgoto apresentou variação de 0,26% após a queda de 0,45% de setembro em decorrência da região metropolitana de São Paulo, cujo resultado de 1,28% levou em conta a menor intensidade do efeito do Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água, que bonifica com 30% de redução nas contas de água e esgoto, usuários que reduzirem em 20% o consumo mensal. Quanto às contas de energia elétrica a variação foi de 1,20% em função de Goiânia (6,65%), onde as tarifas foram reajustadas em 19,00% a partir do dia 12 de setembro, além da ocorrência de alterações na parcela do PIS/PASEP/COFINS ou complementação de reajustes em outras regiões.

Ainda no grupo Habitação, foi registrada variação de 0,91% no gás de botijão após a alta de 2,55% de setembro.

Quanto aos grupos com variação crescente de setembro para outubro, se restringiram ao Vestuário (de 0,57% em setembro para 0,62% em outubro) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,33% para 0,39%).

Dentre os índices regionais, os maiores foram os de Campo Grande (0,79%) e de Goiânia (0,78%). Em Campo Grande, os combustíveis (3,23%) foram responsáveis por 0,18 ponto percentual do índice do mês, com alta de 3,82% na gasolina e de 0,83% no etanol. Além disso, a energia elétrica teve aumento de 3,16% em função das alíquotas do PIS/PASEP/COFINS. Em Goiânia a pressão também veio dos combustíveis (2,12%) e da energia elétrica (6,65%). Os preços da gasolina aumentaram 2,12% e os do etanol, 2,84%. O resultado da energia elétrica (6,65%) foi decorrente do reajuste de 19,00% nas tarifas em vigor desde 12 de setembro. O menor índice foi o de Salvador (0,05%), onde as contas de energia elétrica ficaram 4,15% mais baratas em função das alíquotas do PIS/PASEP/COFINS. A queda de 4,15% no item empregado doméstico também influenciou o resultado do mês.

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