16 de outubro de 2018

Inflação de 12 meses atinge 7,14%, ultrapassa meta e afeta custo de vida

6 de fevereiro de 2015 - 7:29

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em janeiro de 2015, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou variação de 1,24% e ficou 0,46 ponto percentual acima da taxa de dezembro (0,78%). Esta foi a taxa mais elevada desde fevereiro de 2003 (1,57%).

Já o índice acumulado nos últimos doze meses (7,14%) foi o mais alto desde setembro de 2011 (7,31%). Em janeiro de 2014 a taxa havia ficado em 0,55%.

Os aumentos nos gastos com Alimentação e Bebidas (1,48%), Habitação (2,42%) e Transportes (1,83%) foram responsáveis por 85% do índice do mês (ou 1,06 ponto percentual). A energia elétrica afetou fortemente o índice de Habitação, com alta de 8,27% e impacto de 0,24 pp. No grupo de Transportes, as tarifas de ônibus urbano (8,02%), ônibus intermunicipal (6,59%), ônibus interestadual (1,21%), metrô (9,23%), táxi (2,63%) e trem (8,95%) foram os destaques.

Grupo
Variação (%)
Impacto (p.p.)
Dezembro
Janeiro
Dezembro
Janeiro
Índice Geral
0,78
1,24
0,78
1,24
Alimentação e Bebidas
1,08
1,48
0,27
0,37
Habitação
0,51
2,42
0,08
0,35
Artigos de Residência
0,00
-0,28
0,00
-0,01
Vestuário
0,85
-0,69
0,05
-0,04
Transportes
1,38
1,83
0,26
0,34
Saúde e Cuidados Pessoais
0,47
0,32
0,05
0,03
Despesas Pessoais
0,70
1,68
0,07
0,18
Educação
0,07
0,31
0,00
0,01
Comunicação
0,00
0,15
0,00
0,01

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 30 de dezembro de 2014 a 28 de janeiro de 2015 (referência) com os preços vigentes no período de 28 de novembro a 29 de dezembro de 2014 (base).

Desta forma, a meta de inflação estipulada pelo Banco Central do Brasil (BCB), de 4,5%, com margem inferior e superior de, respectivamente, 2,5% e 6,5%, é ultrapassada, exigindo um esforço ainda maior para o controle de preços no país. Em paralelo, o custo de vida dos brasileiros é afetado de forma negativa, impactando, inclusive, no poder aquisitivo da população.

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