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Quais são os melhores investimentos? Quais são as características e as vantagens de cada um?

Para responder estas perguntas, inicialmente é preciso ter bem claro alguns parâmetros que devem balizar seus investimentos, tais como:

  • Tempo de aplicação planejado;
  • Risco que se pretende assumir;
  • Taxa de rentabilidade esperada;
  • Disponibilidade de capital;
  • Portfólio, diversificação e combinação de investimentos desejados.

Entre a vasta gama de alternativas de investimentos no mercado financeiro, vale destacar:

  • A Renda Variável;
  • A Renda Fixa;
  • O Mercado Imobiliário;
  • A Poupança.

Na renda variável, vale destacar que no momento da aplicação inicial não se conhece o rendimento final, podendo haver ganho (lucro) ou perda (prejuízo) ao final do investimento.

Assim, o risco é um fator existente na renda variável e deve ser levado em conta. O retorno do investimento é incerto e pode ser alto, baixo ou não existir, ou, ainda, ser negativo.

O mercado acionário é o maior exemplo de renda variável.  

Quando você compra ações, está adquirindo uma fração do capital social de uma empresa. Se a companhia gerar lucro, você recebe parte dele em forma de dividendos. Se ocorrer prejuízo, suas ações tendem a refletir de forma negativa este resultado, devendo ter seu preço impactado na bolsa de valores.

Porém, se é esperado que a empresa obtenha fortes lucros no médio e no longo prazo, ainda que não imediatos, suas ações podem ser mais demandadas pelo mercado, com reflexo positivo nos preços.

Diversos fatores impactam os preços das ações, tais como:

  • O desempenho operacional da empresa no presente e o esperado no futuro;
  • A situação do setor em que esta companhia atua;
  • O preço de mercado de seus produtos;
  • O contexto da economia nacional e internacional;
  • Fatores de ordem social, político e de meio ambiente.

Para aplicar em ações, é necessário ter uma conta em uma corretora. Caso esta venha a entrar em falência, suas ações continuam garantidas a você, uma vez que estão registradas em uma Central de Custódia (no caso de ações, a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC).

A tributação nos ganhos de capital em ações é isenta quando o total de venda mensal é menor que R$ 20 mil. Acima deste montante, a alíquota de tributação (IR) é de 15% sobre os ganhos efetivos. Nas operações específicas e chamadas de “day trade” (compra e venda de um mesmo papel no mesmo dia), a alíquota de tributação (IR) é de 20%.

Já na renda fixa, os papéis são prefixados ou pós-fixados.

Ou seja, para os papéis prefixados, no início da aplicação, o investidor tem conhecimento do rendimento final nominal e da taxa de juros.

Para os papéis pós-fixados, o investidor só fica sabendo do rendimento ao final do prazo da aplicação, e a taxa de juros varia ao longo do tempo.

Existe uma vasta gama de alternativas de aplicações financeiras em renda fixa, tais como os títulos do Tesouro Direto, os Certificados de Depósito Bancários (CDBs) e a Poupança.

A renda fixa é composta por títulos de caráter público ou privado. A perda ou ganho da aplicação pode existir, porém, em menor dimensão frente à renda variável.

Dessa forma, a renda fixa é considera uma aplicação financeira conservadora e de menor risco.

A taxa de inflação é um fator-chave e seu resultado futuro implica diretamente na remuneração positiva ou negativa da aplicação na renda fixa.

Por exemplo, se você fizer uma aplicação com rendimento nominal de 3,0% ao ano, considerando uma taxa de inflação de 4,0% no mesmo período, o resultado será uma perda real anual próxima de 1,0%.  Ou seja, para existir um ganho real é preciso que o rendimento da renda fixa seja superior a taxa de inflação registrada no mesmo período.

A proteção ao aplicador é outro fator fundamental nos investimentos.

Por exemplo, os Certificados de Depósito Bancários (CDBs) são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que tem a função de proteger titulares de créditos de eventuais riscos em operações realizadas junto às instituições financeiras.

A tributação, no caso dos CDBs, é baseada em uma tabela regressiva de Imposto de Renda (IR), que incide sobre os ganhos efetivos (até 180 dias: 22,5%; de 181 a 360 dias: 20%; de 361 a 720 dias: 17,5%; acima de 721 dias: 15%).

Quando o saque ocorre em até 30 dias, incide também o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Já os títulos do Tesouro Direto têm a garantia fornecida pelo Tesouro Nacional e seus ganhos efetivos sofrem as mesmas alíquotas de Imposto de Renda (IR) da tabela regressiva do CDB.

Quando você compra um título do Tesouro Direto, você está adquirindo uma obrigação do governo federal, se tornando credor da dívida pública federal.

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 (bolsa de valores) para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, por meio da internet.

O Tesouro Direto oferece liquidez diária. O investidor pode vender sua aplicação financeira antes ou no momento do vencimento.

Dependendo do título, se vender antes do vencimento, seus riscos são maiores, pois o valor dos papéis negociados oscila ao longo do tempo. Se vender no vencimento, conforme o título comprado, o risco de perda real pode ser menor ou inexistente.

Os títulos do Tesouro Direto são pré-fixados ou pós-fixados, atrelados à inflação (IPCA) ou à taxa Selic, e os juros são periódicos e diferenciados conforme o tipo de aplicação.

Já o investimento no mercado imobiliário, que abrange imóveis e títulos de fundos imobiliários negociados em bolsa de valores, pode gerar um ganho ou uma perda financeira, dependendo da diferença do valor aplicado (compra) e resgatado (venda).

A inflação também impacta diretamente no rendimento do investimento imobiliário e precisa ser superada para gerar um ganho real, não apenas nominal.

O valor dos imóveis depende diretamente do comportamento de economia, que pode resultar em uma maior ou menor demanda e oferta de mercado, acarretando em preços mais altos ou mais baixos em determinados momentos.

O mercado imobiliário é considerado um investimento conservador e de menor risco, uma vez que o valor de mercado de um imóvel pode oscilar, mas não necessariamente de forma a gerar perdas definitivas e de grande amplitude no longo prazo.

Existe uma tributação de 15% nos ganhos de capital ocorridos na compra e venda de imóveis.

A Poupança é uma aplicação tradicional e também considerada conservadora, inclusive com liquidez diária.

É garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Seus rendimentos são isentos e não tributáveis.

A regra atual determina que se a meta da taxa Selic (taxa básica da economia, estabelecida periodicamente pelo Banco Central do Brasil) for igual ou menor que 8,5% ao ano, a remuneração da Poupança será igual a 70% da meta da taxa Selic ao ano, mais a variação da Taxa Referencial (TR). Caso a meta da taxa Selic fique acima de 8,5% ao ano, a remuneração da poupança será de 0,50% ao mês, mais a variação da Taxa Referencial (TR).

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