Imagem: Maria Ziegler-Unsplash

Dentro de um planejamento financeiro pessoal, olhando para o presente e para o futuro, em algumas situações, verificamos que nossas receitas podem não ser suficientes para o pagamento de nossas despesas, incluindo aquelas básicas e do dia a dia, como de saúde, educação e moradia.

Assim, em certo momentos, com a possível falta de recursos financeiros, é necessário recorrer ao capital de terceiros.

Buscar as melhores alternativas de crédito é essencial para o equilíbrio financeiro pessoal.

O mercado financeiro oferece uma vasta gama de alternativas de crédito.

Mas, a maioria demonstra um alto custo mensal e anual, que pode, invariavelmente, comprometer o equilíbrio financeiro pessoal, seja a curto ou a longo prazo.

O Brasil ainda é um país com elevadas taxas de juros reais (acima da inflação). 

O custo efetivo do dinheiro na maioria das modalidades de crédito, como o empréstimo pessoal, costuma ser bastante superior às taxas de inflação, e o valor das prestações acaba por ter um peso excessivo no orçamento.

Devemos analisar e escolher a modalidade de crédito que traga mais vantagens e que não venha a comprometer as finanças pessoais.

Nesse sentido, reduzir ao máximo o custo do dinheiro emprestado é essencial para a saúde financeira pessoal e o equilíbrio orçamentário.

Obter prestações que literalmente “cabem no bolso” ajuda definitivamente!

Você deve simular os valores das prestações do empréstimo em seu orçamento!

Você precisa considerar o impacto do pagamento das prestações ao longo do tempo de contrato, tendo a certeza que estes poderão ser quitados, sem comprometer a sua estabilidade financeira.

Neste contexto, o empréstimo com garantia de imóvel, também conhecido como “home equity”, se torna uma interessante e importante alternativa para obtenção de recursos financeiros!

Esta modalidade de crédito pode ser usada não apenas visando ao pagamento de despesas obrigatórias pessoais, como também para reestruturar o perfil de endividamento, substituindo dívidas mais caras, com prazo menor de pagamento, e anteriormente contraídas, por uma dívida mais barata e com prazo mais alongado, reduzindo o valor das prestações e do saldo devedor total.

Então, caso você tenha um imóvel disponível e quitado, seja residencial ou comercial, você pode utilizá-lo como contrapartida no empréstimo, oferecendo o bem como garantia para aquele que vai fornecer o crédito a você.

Como este empréstimo apresenta um custo menor e é lastreado em um bem de alto valor (o imóvel), você tem a alternativa de tomar emprestado a quantia exata para suas necessidades, sempre analisando as condições de pagamento e a oportunidade de conseguir um valor de maior monta.

As instituições financeiras usualmente limitam o valor a ser liberado em no máximo 60% do valor de avaliação de mercado do imóvel.

É relevante que você não comprometa mais do que de 30% de sua renda mensal para o pagamento das prestações. As próprias instituições financeiras costumam verificar este grau de comprometimento para liberar o empréstimo com garantia em imóvel.

Outra possibilidade, considerando o seu planejamento financeiro e a sua capacidade de pagamento é, ao longo do tempo, reduzir o valor da dívida principal do empréstimo por meio de quitações adiantadas e, consequentemente, também reduzir o valor das prestações mensais.

A maior desvantagem nesta modalidade de empréstimo é que o seu imóvel fica alienado para a instituição financeira que lhe oferece o crédito até o término do contrato, podendo, inclusive, ser tomado em caso de não pagamento das prestações, mesmo sendo o único bem da família e ainda que utilizado para moradia.

Neste caso de inadimplência, o imóvel pode ir a leilão para que a instituição financeira recupere o valor devido. O valor que sobrar é devolvido ao proprietário do imóvel, menos os custos judicias do processo movido e do próprio leilão.

No geral, não é interessante para a instituição financeira que o imóvel vá a leilão e é usual que seja analisada uma renegociação do empréstimo.

As taxas efetivas praticadas nos empréstimos com garantia de imóvel costumam ser bastante reduzidas, mas é preciso realizar uma boa pesquisa no rol de ofertas de instituições financeiras atuantes no mercado.

Outro fator que pode contribuir para a redução das taxas de empréstimos oferecidos no mercado é a condição da economia do país, com efeito direto nas taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras.

Atualmente, existem ofertas com taxas de juros fixas mais uma variável aplicada, que pode ser a Taxa Referencial (TR) ou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE e que representa a inflação oficial considerada pelo Banco Central do Brasil (BCB) – utilizada para as metas de inflação.

É fundamental ficar atento ao chamado Custo Efetivo de Capital (CET) aplicado ao empréstimo com garantia de imóvel, ou seja, à somatória de itens que compõem o custo total efetivamente cobrado sobre o dinheiro emprestado.

Soma-se à taxa dos encargos moratórios nominais (juros) do empréstimo, o percentual calculado do valor do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e, em muitas vezes, o valor da tarifa de avaliação de mercado do imóvel.

Outro ponto de suma importância é a verificação do sistema de quitação das prestações oferecido pela instituição financeira.

Geralmente são oferecidos dois sistemas diferenciados: de Amortizações Constantes (SAC) e o Francês de Amortização (Price), sendo o primeiro com prestações mais altas no início e que vão caindo ao longo do tempo, e o segundo, que contempla parcelas fixas e amortização mais lenta dos juros.

Para completar, o empréstimo com garantia em imóvel pode incluir o valor do seguro de vida e o valor do seguro do próprio bem, que será somado ao valor das prestações mensais.

A solicitação do crédito com garantia em imóvel exige uma certa burocracia. Primeiramente é feita uma análise de crédito do tomador, na qual é avaliada a capacidade financeira do cliente pela instituição financeira.

É preciso realizar uma avaliação do preço de mercado do imóvel. Neste caso, um avaliador contratado pela instituição financeira vai até o imóvel para fazer uma vistoria e registra por fotos a aparência e a estrutura física do imóvel. Este trabalho gera um custo de avaliação cobrado ao cliente e varia conforme a instituição credora contratada.

O contrato é formalizado via emissão de uma Cédula de Crédito Bancário (CCB), que deve ser assinada pelo emitente (instituição financeira) e o garantidor (tomador do empréstimo).

É solicitado uma série de documentos pessoais do tomador, como comprovantes de renda e de residência.

Do imóvel, são requeridos documentos como comprovantes de pagamento do IPTU, matrícula do imóvel e declaração de débitos de condomínio.

Ainda, é necessário levar em conta as despesas de cartório para a averbação da alienação do imóvel, que mudam conforme o valor do bem.

Após todos estes trâmites e assinado o contrato, o dinheiro é liberado na conta do contratante.

Todos os direitos reservados – MERCADO FINANCEIRO

O MERCADO FINANCEIRO é seu parceiro em sua jornada financeira!

Acompanhe o MERCADO FINANCEIRO e fique atualizado sobre o melhor da educação financeira, de produtos e serviços financeiros, de análises de mercado e de soluções para gerir suas finanças pessoais!

Anúncio