Imagem: MERCADO FINANCEIRO

VALE – Resultados do 2° trimestre de 2021

A Vale nasceu em 1º de junho de 1942 como a estatal Companhia Vale do Rio Doce.

É hoje uma empresa privada, de capital aberto, que está presente em cerca de 30 países, e atua em diversos segmentos, como mineração, logística (com ferrovias, portos, terminais e infraestrutura de última geração), energia e siderurgia.

A Vale é uma das maiores mineradoras do mundo, líder em produção de minério de ferro, pelotas e níquel. É também a maior produtora de manganês no Brasil, respondendo por cerca de 70% do mercado nacional.

A companhia tem cerca de 120 mil empregados e sede no Rio de Janeiro.

Suas ações são negociadas na B3, Bolsa do Brasil, com código VALE3.

Segundo as Demonstrações Financeiras divulgadas pela Vale, no 2° Trimestre de 2021, a empresa reportou um EBITDA ajustado proforma recorde de R$ 59,178 bilhões, principalmente devido a maiores preços realizados e volumes de venda de minério de ferro e pelotas, parcialmente compensados por custos e despesas que são vinculados ao preço do minério de ferro como, por exemplo, compras de terceiros e royalties, elevados custos de frete e maiores custos de manutenção e serviços.

O desempenho no trimestre foi impulsionado principalmente por:

• O EBITDA de Minerais Ferrosos foi de R$ 56,188 bilhões, R$ 13,397 bilhões superior ao 1T21, principalmente devido a maiores preços realizados de venda (R$ 12,290 bilhões) e maiores volumes (R$ 5,835 bilhões), parcialmente compensados pelo aumento de custos e despesas, incluindo C1 e custos de frete (R$ 2,673 bilhões) e variações cambiais (R$ 2,169 bilhões);

• O EBITDA de Metais Básicos foi de R$ 4.664 milhões, R$ 864 milhões abaixo do 1T21. O EBITDA das operações de Níquel foi de R$ 2.323 milhões, R$ 1.203 milhões abaixo do 1T21, principalmente devido às despesas de parada relacionadas à greve em Sudbury e menor receita de subprodutos. O EBITDA das operações de Cobre foi de R$ 2.341 milhões, R$ 339 milhões superior ao 1T21, principalmente por maiores volumes de vendas refletindo melhorias operacionais em Salobo e embarques postergados do 1T21 para 2T21;

• O EBITDA do Carvão foi R$ 885 milhões negativo, R$ 5 milhões abaixo do 1T21. O efeito positivo da conclusão da manutenção, com maiores receitas e diluição de custos fixos, balanceou a ausência dos juros recebidos do Corredor Logístico Nacala no 1T21. O benefício esperado no EBITDA a partir da integração do corredor logístico deve começar a ser percebido com a consolidação completa no 3T21;

O lucro líquido foi de R$ 40,095 bilhões no 2T21, ficando R$ 9,531 bilhões acima do 1T21, principalmente devido ao maior EBITDA proforma e maiores resultados financeiros. Resultado do impairment de ativos do Negócio de Carvão e resultados de participações menores, devido a provisão adicional relacionada à Fundação Renova, compensaram parcialmente os efeitos positivos.

O investimento total foi de US$ 1,139 bilhão no 2T21, ficando US$ 130 milhões acima do 1T21, devido à aceleração dos investimentos nos projetos de expansão da mina de Voisey’s Bay, da planta de energia solar do Sol do Cerrado e no Serra Sul 120 Mtpa.

Foi gerado US$ 6,527 bilhões em Fluxo de Caixa Livre Operacional no 2T21, ficando US$ 680 milhões acima do 1T21, impulsionado pelo sólido EBITDA proforma do trimestre, parcialmente compensado pela maior necessidade de capital de giro e maiores desembolsos de imposto de renda. O caixa gerado das operações permitiu distribuir US$ 2,208 bilhões em dividendos aos acionistas em junho, continuar com o programa de recompra adquirindo US$ 2,004 bilhões em ações, e o pagamento antecipado do Project Finance do Corredor Logístico Nacala de US$ 2,517 bilhões.

Fonte: Relatório da empresa: DESEMPENHO DA VALE NO 2T21

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