Imagem: Chris-liverani- Unsplash

Vale ressaltar que o IPCA (índice que mede a variação de preços ao consumidor no Brasil) é utilizado para a definição da meta de inflação no país, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A meta de inflação atual está situada em 3,50% ao ano, com banda (variação) de 1,5% para baixo ou para cima, assim determinando os limites inferior e superior de tolerância de, respectivamente, 2,00% e 5,00% ao ano.

A variação do IPCA impacta diretamente na decisão de elevação da taxa básica de juros, a Selic. Por consequência, impacta na dinâmica da atividade econômica do país e no custo dos empréstimos e financiamentos, assim, como no rendimento em renda fixa. Também, a elevação de preços na economia diminui o poder aquisitivo da população em geral.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril teve alta de 1,06%, 0,56 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 1,62% de março. Foi a maior variação para um mês de abril desde 1996 (1,26%).

No ano, o IPCA acumula alta de 4,29% e, nos últimos 12 meses, de 12,13%, acima dos 11,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em abril. A maior variação (2,06%) e o maior impacto (0,43 p.p.) vieram de Alimentação e bebidas. Na sequência, vieram os Transportes (1,91% e 0,42 p.p. de impacto). Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 80% do IPCA de abril. Além deles, houve aceleração em Saúde e cuidados pessoais (1,77%) e Artigos de residência (1,53%). O único grupo em queda foi Habitação (-1,14%). Os demais ficaram entre 0,06% de Educação e 1,26% de Vestuário.

Ainda na área econômica, em sua 246ª reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil (BCB), decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 1,00 ponto percentual, de 11,75% a.a para 12,75% a.a.

O Comitê ressalta que, em seus cenários para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; e (ii) a incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país, parcialmente incorporada nas expectativas de inflação e nos preços de ativos. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma possível reversão, ainda que parcial, do aumento nos preços das commodities internacionais em moeda local; e (ii) uma desaceleração da atividade econômica mais acentuada do que a projetada. O Comitê avalia que a conjuntura particularmente incerta e volátil requer serenidade na avaliação dos riscos.

Para a próxima reunião, o Comitê antevê como provável uma extensão do ciclo com um ajuste de menor magnitude. O Comitê nota que a elevada incerteza da atual conjuntura, além do estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demandam cautela adicional em sua atuação. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.

Em paralelo, vale mencionar que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB do Brasil totalizou R$ 8,7 trilhões em 2021, crescendo 4,6% ante o ano anterior. Vale destacar que em 2020 o PIB registrou uma queda de 4,1%.

O PIB per capita alcançou R$ 40.688,1 em 2021, um avanço real de 3,9% frente ao ano de 2020.

A taxa de investimento em 2021 foi de 19,2% do PIB, acima do observado no ano anterior (16,6%). A taxa de poupança foi de 17,4% (ante 14,7% em 2020).

Frente ao 3º trimestre, na série com ajuste sazonal, o PIB cresceu 0,5%. A Agropecuária e os Serviços cresceram 5,8% e 0,5%, respectivamente, enquanto a Indústria recuou 1,2%.

Em relação ao 4º trimestre de 2020, o PIB avançou 1,6% no último trimestre de 2021, quarto resultado positivo consecutivo, após quatro taxas negativas nesta comparação. Foram registradas quedas na Agropecuária (-0,8%) e Indústria (-1,3%), enquanto os Serviços cresceram (3,3%).