Imagem: MERCADO FINANCEIRO

O mercado financeiro, nos últimos meses, tem apresentado um cenário favorável para os investimentos em renda variável.

Vale destacar que o Ibovespa, antes do aparecimento da Covid-19, em janeiro de 2020, estava na faixa dos 120 mil pontos. Logo após, em março do mesmo ano, chegou ao patamar de 64 mil pontos. Já em junho de 2021, o Ibovespa atingiu os 126 mil pontos, registrando novo recorde histórico e uma recuperação total em relação à queda do ano de 2020.

Ao longo dos últimos anos, o Ibovespa vem subindo de forma constante. No período acumulado desde o início de 2016 até o fim de junho de 2021, este movimento de alta atingiu o patamar acima de 192%, conforme demonstrado no gráfico a seguir:

Entre alguns fatores que impactaram positivamente o preço das ações no 1° semestre de 2021, podemos ressaltar os bons resultados de empresas representativas do Ibovespa e o preço das commodities.

A variação do preço médio do dólar, no mesmo período, de 3,62%, contribuiu, em menor grau, para as ações de empresas exportadoras, como CSN e Vale.

O forte consumo do varejo virtual afetou positivamente a receita, o fluxo de caixa e os lucros de companhias como Magazine Luiza e B2W.

O movimento de aumento da taxa Selic, a possibilidade de elevação dos juros americanos e a situação política no país são fatores importantes e de preocupação, e que podem influenciar negativamente o desempenho do preço das ações na Bolsa de Valores no curto e no médio prazo.

A recuperação do PIB brasileiro, que voltou ao nível do 4°trimestre de 2019, com o registro de aumento de 1,2% no 1°trimestre de 2021 (frente ao 4°T/20), é outro ponto positivo para o mercado acionário. Este resultado teve grande influência das altas do setor agropecuário (5,75%) e da formação bruta de capital fixo ou investimentos (4,6%).

Na renda fixa, o recrudescimento da inflação, acompanhado pela alta da taxa Selic, tem impactado diretamente o rendimento e o preço de mercado dos títulos públicos e privados.

As aplicações financeiras em fundos de investimentos e em títulos como CDB e do Tesouro Direto têm sido afetadas, particularmente, aquelas com rendimento prefixado.

O dólar vem apresentando um movimento de declínio desde o meio de abril de 2020, saindo da faixa de R$ 5,70 para R$ 5,00 no final de junho de 2021, registrando uma oscilação negativa de 12,3% no período.

No acumulado de janeiro a junho de 2021, o dólar demonstra uma queda de 3,74%.

Vale mencionar que na comparação do dólar médio de 2019 para 2020, a moeda americana oscilou positivamente em 30,7%, afetando com força as contas externas do país, em particular, favorecendo as exportações.

Em contrapartida, a elevação do câmbio acarretou o aumento dos preços dos produtos importados em geral, pressionando o equilíbrio da inflação.

A instabilidade de momento na política do país, em grande parte decorrente da CPI da Covid, tende a gerar um impacto no comportamento do dólar frente ao real.

A reforma tributária, inicialmente apresentada pelo governo, foi interpretada pelo mercado financeiro com aspectos positivos e negativos, e com potencial de refletir um crescimento da carga tributária para determinados setores da economia brasileira. Sua conclusão vai determinar se seus efeitos serão positivos ou negativos no mercado acionário e no universo dos investimentos.

Elaboração: Equipe do MERCADO FINANCEIRO

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