Imagem: MERCADO FINANCEIRO

No cenário externo, a tendência de elevação dos juros nos EUA, ainda que em um patamar reduzido, o impacto da variante Delta da Covid-19, a crise de oferta e de preços da energia na Europa, na China e nos Estados Unidos, e a preocupação com a solvência das principais empresas do setor imobiliário chinês, em particular, da empresa Evergrande, têm refletido negativamente nos mercados acionários internacional e brasileiro.

A variação do preço das commodities, em especial do minério, com origem principalmente da atividade da China, têm impactado negativamente, em parte, os preços das ações de mineração e siderurgia na bolsa de valores.

Já a elevação da inflação no país, registrada nos últimos meses, tem afetado diretamente o mercado acionário. Os indicadores de preços IGP-M e IPCA-15 atingiram nos últimos 12 meses, respectivamente, 24,86% e 10,05%.

Em consequência, a taxa de juros no país, com base na taxa Selic, saiu de um patamar baixo e de estabilidade, de 2,00% ao ano em fevereiro, para 6,25% em setembro.

A crise hídrica, a variante Delta da Covid-19, a questão política e o controle das contas públicas são fatores que preocupam os investidores em geral.

Vale mencionar que o Produto Interno Bruto (PIB) do 2° trimestre de 2021 apresentou certa estabilidade (-0,1%), comparado ao 1° trimestre do ano, com destaque para a queda dos investimentos (FBCF), de -3,6%, e da agropecuária, de -2,8%. Já em comparação ao 2° trimestre de 2020, foi registrado um crescimento de 12,4%. Este resultado demonstra uma recuperação menor que a esperada, considerando o ano difícil de 2020, com o PIB encolhendo para -4,1%.

Neste contexto, conforme observado no gráfico a seguir, o Ibovespa apresentou queda de 12,59% no 3° trimestre do ano e de 6,87% no acumulado de janeiro a setembro de 2021.

Vale destacar que, ao longo dos últimos anos, o Ibovespa vem subindo de forma constante, com exceção do ano de 2021. No período acumulado desde fim de 2015 até setembro de 2021, este movimento de alta atingiu o patamar de 156%, conforme demonstrado no gráfico a seguir:

Na renda fixa, o recrudescimento da inflação, acompanhado pela alta da taxa Selic, continua impactado diretamente o rendimento e o preço de mercado dos títulos públicos e privados.

As aplicações financeiras em fundos de investimentos e em títulos como CDB e do Tesouro Direto têm sido afetadas, particularmente, aquelas com rendimento prefixado, uma vez que as taxas têm subido e os preços dos títulos têm caído.

Neste contexto, o dólar tem oscilado, sendo que no 3° trimestre de 2021 aumentou 8,74%. No ano, até setembro, teve elevação de 4,67%.

Vale lembrar que na comparação do dólar médio de 2019 para 2020, a moeda americana oscilou positivamente em 30,7%, afetando favoravelmente as contas externas do país e as empresas exportadoras. De outro lado, a elevação do câmbio neste período resultou no aumento dos preços dos produtos importados em geral, pressionando o equilíbrio da inflação, e impactando os custos de produção em diversos setores.

Por fim, a reforma tributária, inicialmente apresentada pelo governo, foi interpretada pelo mercado financeiro com aspectos positivos e negativos, e com potencial de refletir um crescimento da carga tributária para determinados setores da economia brasileira. Sua conclusão vai determinar se seus efeitos serão positivos ou negativos no mercado acionário e no universo dos investimentos.

Elaboração: Equipe do MERCADO FINANCEIRO

Todos os direitos reservados – MERCADO FINANCEIRO

Anúncio