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A reserva de emergência é uma guarda de valor excedente.

É um seguro! É algo que você valoriza quando realmente necessita!

Significa uma economia e acumulação de recursos financeiros gerados durante um determinado período, destinados à um aproveitamento futuro e para circunstâncias específicas.

A reserva de emergência é uma importante proteção contra ocorrências inesperadas e fases indesejáveis na vida financeira pessoal, que demandam um reforço e aporte de capital.

Sabemos que situações especiais e não previstas podem ocorrer, tais como o desemprego, doenças graves na família e que exigem um caro tratamento, e até empreendimentos pessoais que sofreram um choque inesperado de receita, fluxo de caixa e resultados.

Nesse sentido, é essencial que se faça sempre um planejamento financeiro pessoal, considerando reservar uma parte dos ganhos obtidos ao longo do tempo ou em um determinado período, em montante substancial.

De outro modo, para montar uma reserva de emergência, vale levar em conta, inclusive, cortar custos e despesas mensais de caráter não essencial com o objetivo de juntar recursos extras ao longo do tempo.

Para a maioria das pessoas existe a dificuldade de acumular recursos financeiros excedentes. Gerar ganhos extras não é uma tarefa fácil.

Uma decisão sábia é sempre buscar o equilíbrio financeiro. A criação de uma reserva de emergência certamente contribui para este propósito.

Uma vez conquistada a reserva de emergência, a sua guarda e administração eficaz se tornam uma questão chave e desafiadora.

É preciso saber investir de forma a produzir ganhos e evitar perdas ao longo do tempo.

Visando diminuir os riscos, é relevante pensar na montagem de um portfólio de investimentos diversificado, levando-se em conta o universo das alternativas de aplicações do mercado financeiro, entre os quais a renda fixa e a renda variável.

Comprar ativos imobilizados, como imóveis, é uma outra forma de compor o portfólio de investimentos.

Em paralelo, é premente considerar o fator de liquidez nos investimentos.

A utilização da reserva de emergência normalmente requer o uso de recursos financeiros no curtíssimo prazo e o dinheiro precisa estar disponível em qualquer circunstância, ter liquidez imediata.

Neste contexto, por exemplo, vender um imóvel a um preço justo e esperado pode demorar a acontecer, uma vez que existem diversos elementos determinantes à sua venda, como a situação de momento da economia do país e da oferta de imóveis no mercado em geral. Ainda, a falta de compradores pode comprometer a venda rápida do imóvel.

Não menos importante é analisar o perfil do investidor e a estrutura da reserva financeira esperada, razões que irão definir as estratégias de investimentos.

Uma pessoa que depende da renda de seu trabalho para pagar as despesas do mês tem um perfil financeiro diferente de outra que já tem uma certa riqueza acumulada e não depende totalmente da renda de seu trabalho, dessa forma, podendo assumir algum tipo de risco de oscilação dos preços dos ativos investidos.

Outro fator crucial para manter a reserva de emergência é não deixar o dinheiro investido se desvalorizar. Ganhos reais, acima da inflação, são imperativos para manter o poder de compra dos valores aportados.

Ganhos reais acrescentam valor a reserva de emergência.

A reaplicação constante dos rendimentos aumenta de forma composta a taxa de rentabilidade dos investimentos, elevando consideravelmente os montantes aplicados ao longo do tempo.

Como aspecto primordial para a montagem da reserva de emergência, tem-se a definição de seu prazo com base na possível utilização e necessidade.

Na verdade, quando mais tempo cobrir os gastos mensais totais, maior será o “colchão de segurança” conquistado.

Normalmente é mencionando o prazo padrão de 6 meses de cobertura de gastos mensais totais, mas, nós aqui, do MERCADO FINANCEIRO, achamos mais indicado o mínimo de 12 meses.

Quanto mais meses a reserva de emergência abranger, mais segurança será obtida.

Uma mudança repentina na vida financeira pessoal pode exigir uma reserva de emergência relativa à cobertura de mais de 1 ano de gastos mensais totais. Se alcançar 2 ou 3 anos, melhor ainda.

Por fim, se não utilizada, a reserva de emergência vai ao menos dar segurança a sua jornada financeira.

Conjuntamente, vai resultar na formação de um capital excedente e formador de riqueza, que pode, inclusive, ser usufruído seja como uma renda extra, seja como um valor para ser usado durante a aposentadoria.

Um assessor financeiro de qualidade e de confiança pode auxiliar e orientar no melhor caminho da gestão de suas reservas financeiras.

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