Imagem: Bigstock

Como a SEP atua e beneficia pessoas e empresas no Brasil

As Sociedades de Empréstimos entre Pessoas (SEP) são instituições financeiras criadas para que as fintechs brasileiras possam realizar o Peer-to-Peer lending (ou P2P lending) de forma regulada dentro do Sistema Financeiro Nacional.

Porém, antes de falar das SEPs precisamos explicar o que é o P2P Lending.

O que é P2P Lending?

O P2P Lending (tradução literal: Empréstimos de ponta a ponta) como o próprio nome diz, conecta diretamente os dois lados de uma operação de empréstimo: devedores e credores. Essa nova modalidade surgiu no Reino Unido em 2005 e logo cresceu pelo mundo todo, ganhando muita relevância em países como EUA, China e o próprio Reino Unido.

Na última década, muitas plataformas de P2P lending cresceram tanto que se tornaram companhias listadas em bolsas de valores, como é o caso da norte-americana Lending Club.

Diferente de uma operação tradicional dos grandes bancos, onde uma pessoa (investidor) deixa o seu dinheiro em uma conta poupança e o banco decide para quem vai emprestar o dinheiro, o P2P lending permite que os dois lados tenham uma relação direta, trazendo melhores retornos financeiros para o investidor e taxas mais competitivas para os devedores.

Além disso, o investidor também escolhe para onde o seu dinheiro está indo, podendo incentivar empresas nas quais ele acredita, seja por motivos financeiros ou até alinhamento de propósito.

E como as SEPs surgiram?

A partir da resolução 4.656 de 2018, o Banco Central do Brasil criou as SEPs e deu liberdade às fintechs autorizadas para atuar de forma independente de outras instituições financeiras.

Este novo cenário trouxe maior segurança e dinamismo ao mercado financeiro brasileiro, uma vez que fortaleceu o segmento de marketplaces de crédito e aumentou a competitividade das fintechs no País.

Podem ser beneficiadas por esta modalidade pessoas ou empresas, independente da finalidade e valor destinado.

Antes da resolução, o modelo de negócios era baseado somente em parcerias com instituições financeiras que realizavam a operação bancária. Esse formato ainda é utilizado por grande parte das fintechs brasileiras, mas apresenta algumas limitações.

Case Nexoos

A Nexoos, fintech de crédito que conecta pequenas e médias empresas (PMEs) a investidores, com atuação no mercado desde 2016, foi a primeira instituição financeira do País a realizar uma operação no modelo SEP.

Antes disso, havia facilitado mais de R$185 milhões de reais financiados por meio da plataforma em parceria com outras instituições financeiras.

A partir daí, a fintech passou a ter maior controle sobre todo processo de intermediação de crédito, por se tornar uma instituição financeira e não depender mais de outras instituições, melhorando ainda mais a experiência de seus clientes.

De um lado, a Nexoos permite às empresas terem opções de empréstimos de uma maneira simples, ágil e a custos mais baixos.

Do outro, oferece opções diversificadas a seus investidores, de maneira 100% online, sem corretagem e com retornos acima da média do mercado – atualmente os investidores da Nexoos têm obtido uma taxa de retorno médio em torno de 14% a.a. já descontando a inadimplência, que é o risco que o investidor corre nessa modalidade.

Desde que iniciou suas operações, a Nexoos já financiou mais de R$ 520 milhões para PMEs de todo o Brasil e conta com mais de 60 mil investidores cadastrados em sua plataforma, entre pessoas físicas e instituições.

Este crescimento se deu pelo reconhecimento e credibilidade no mercado, que culminou, em maio de 2021, na aquisição da fintech pela Ame Digital.

Por meio da operação, a empresa visa fortalecer a oferta de serviços de banking e a estratégia de negócios do Universo Americanas.

Mas, afinal, como funciona uma operação P2P?

Em uma plataforma de P2P lending, os clientes que tomam os empréstimos (pessoas físicas ou jurídicas) precisam ser previamente aprovados pelas SEP segundo critérios bem definidos, como a situação econômico-financeira da empresa e tempo de CNPJ, por exemplo.

Apenas os clientes que passarem por esses filtros são apresentados aos investidores. Porém, cabe ressaltar que esse tipo de investimento não é livre de risco e os investidores precisam estar cientes do risco de inadimplência dos devedores.

Na outra ponta da operação, estão os investidores, que buscam no P2P lending uma alternativa aos investimentos tradicionais oferecidos por outras instituições financeiras e desejam retornos mais atrativos.

No caso da Nexoos, os investidores podem acessar a plataforma online e visualizar todas as empresas solicitantes aprovadas, com dados como setor de atuação, score, idade da empresa, faturamento, entre outros.

Por meio destes dados, os investidores podem avaliar as empresas e tomar a decisão de investir em uma ou mais empresas (ou pessoas), de acordo com seus próprios critérios.

Uma vez aprovado o empréstimo, a plataforma é responsável por toda a operação. O tomador de crédito recebe o valor do crédito e depois deve realizar os pagamentos mensalmente, pelo número de parcelas acordado.

À medida que o pagamento é feito, o investidor recebe o valor investido, acrescido do valor de juros acordado pela operação. Em caso de inadimplência, a SEP realiza o trabalho de cobrança e recuperação do crédito e o valor é repassado aos investidores quando recuperado.

Anúncio